Às vezes acho que não cresci
Penso que sou uma criança,
Sempre com respostas pra tudo
Como se vivêssemos em um mundo perfeito
Olho pra janela, os rostos lá fora me parecem familiar
Numa brisa vespertina
Me lembro da birra que nos afastou
Como um barco de papel, a tempestade nos desmanchou.
Acreditando no futuro da nação
Doando nossos impostos pras instituições
Que nos traíram
Tudo desconexo, mesmo assim , realista
Vivo em um mundo quadrado
Cheio de simetrias regulares
Não vejo mais verdades
Suas caras limpas não me enganam
Também sei me maquiar
Nesse grande teatro brasileiro
Sorrindo mostramos morte,
Chorando mostramos alegria
E assim procuramos agulha no palheiro

