Às vezes a chuva vem pra lavar os meus pecados,
Saio na madrugada fria de um inverno qualquer só pra pensar.
Como se o orvalho penetrasse e curasse minha dor e as luzes do poste iluminassem meu coração
Sou um poeta caminhante, trilho a estrada da dor
Sou um músico sonhador, como o poeta que escreve para o amor
Minh’alma já não resiste, ao meu corpo já se entregou
Meu corpo já não luta, pois aceitou a dor
Esse poema tristonho, ja não tem mais um destino
Pois ja se cansou de seu caminho enfadanho e procura um amor
Esse amor jaz no desconhecido, onde o senhor descansou

